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Marketing Things - GEO: o novo SEO que ninguém está a fazer (ainda)

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GEO: o novo SEO que ninguém está a fazer (ainda)

Olá,

Há algo estranho a acontecer com o tráfego de websites.

Empresas com bom SEO, bem posicionadas no Google, começam a ver menos visitantes. Não porque o SEO piorou, mas porque uma parte crescente das pessoas já não pesquisa da forma tradicional (tal como referimos na newsletter anterior).

Em vez de irem ao Google, clicarem num resultado e visitarem o site, fazem uma pergunta ao ChatGPT (ou outro), recebem uma resposta, e nunca chegam ao website.

Pior ainda, se a ferramenta IA mencionar concorrentes na resposta e não a si, acabou de perder aquele potencial cliente, sem sequer saber.

Isto está a acontecer agora, e tem um nome: GEO.



GEO significa Generative Engine Optimization.

É basicamente isto: optimizar para aparecer nas respostas que ferramentas de IA dão, da mesma forma que o SEO é optimizar para aparecer nos resultados do Google.

Parece simples, mas a diferença é enorme.

Com SEO tradicional, o objectivo é estar na primeira página de resultados. A pessoa vê o seu link, clica, visita o site, talvez converta.

Com GEO, o objectivo é ser mencionado, citado ou recomendado directamente na resposta que a IA dá. A pessoa pode nem visitar o website, mas o seu nome ficou registado.

E esse registo, essa menção, vale muito.



Vou dar um exemplo que pode testar agora.

Abra o ChatGPT (ou outra IA da sua preferência) e pergunte: "melhor [o seu negócio] em [sua localização]".

Vai receber uma resposta, provavelmente com 2-3 nomes específicos, cada um com contexto sobre a razão pela qual são adequados.

Foi mencionado? Ou foram os concorrentes?

Se foram os concorrentes, acabou de perder visibilidade junto de 800 milhões de pessoas que usam o ChatGPT semanalmente.

Se foi você, óptimo. Mas foi por sorte ou por estratégia?



Os números mostram que isto não é nicho.

O ChatGPT tem 800 milhões de utilizadores por semana. Processa 72 mil milhões de mensagens por mês.

O Gemini da Google tem 750 milhões de utilizadores mensais.

Perplexity, Claude, Grok... todos em crescimento.

E as pessoas mais jovens? Usam em média cinco plataformas diferentes para pesquisar. Google é uma, ChatGPT é outra, TikTok é outra.

A pesquisa fragmentou-se. Se só está optimizado para o Google, está visivel em apenas uma fracção do ecossistema onde as pessoas procuram informação.

O problema é que o GEO não funciona como o SEO.

Com o SEO sabemos as regras: keywords, backlinks, velocidade do site, mobile-friendly. Existe uma fórmula, que apesar de não ser muito simples, é conhecida.

Com GEO, as regras ainda estão a ser descobertas. As ferramentas IA não publicam um guia que diz "faça isto e aparecerá nas nossas respostas". Temos de perceber através de testes, observação, tentativa e erro.

O que já sabemos? Ferramentas IA privilegiam conteúdo claro, estruturado, credível e actualizado. Odeiam generalizações vagas, adoram especificidade.

Um website que diz "somos especialistas em marketing digital" não é citável, é demasiado genérico. Mas se disser "trabalhamos com 50 pme's portuguesas no sector turismo, com foco em crescimento orgânico" é citável, tem contexto, tem dados.

Mas não é só conteúdo. Há camadas técnicas, estrutura da informação, autoridade percebida, consistência em múltiplas plataformas.

E a parte mais delicada: fazer GEO bem feito sem estragar o SEO que já funciona.

A questão que muitos fazem é: preciso mesmo de me preocupar com isto?

Depende.

Se o seu negócio depende do Google para tráfego, e esse tráfego está estável ou a crescer, talvez não seja urgente.

Mas se notou quedas nos últimos meses sem explicação clara, pode ser isto. Uma parte dos seus potenciais clientes já não chega até si porque pesquisa noutros sitios.

E essa percentagem vai aumentar.

Hoje, talvez 25% das pesquisas acontecem em ferramentas IA em vez do Google. Amanhã será 35%, depois 50%.

Não é questão de "se", é questão de "quando".



GEO não substitui o SEO, adiciona uma camada.

Pense assim: o Google ainda processa mais de 5 triliões de pesquisas por ano. A maioria das pessoas ainda usa Google de forma tradicional, por isso, o SEO continua a ser essencial.

Mas uma parte crescente, especialmente mais jovem, já não pesquisa assim. Pergunta à IA, recebe a resposta, e age com base nessa resposta.

Se está invisível nesse canal, está a perder oportunidades.

A parte interessante é que o GEO está numa fase única.

É novo o suficiente para que poucas empresas estejam a fazer. Mas real o suficiente para que quem já faz, já vê resultados.

Há empresas onde o ChatGPT se tornou a fonte número 1 de tráfego, não os anúncios pagos, não o Google tradicional.

Há negócios a receberem contactos porque foram mencionados em respostas de IA. E há muitos negócios bons, com websites optimizados, que estão completamente invisíveis neste novo ecossistema.

A diferença não é a qualidade do serviço, é a preparação digital.



Não vou fingir que isto é simples de resolver.

GEO não é ajustar algumas keywords ou melhorar a velocidade do site. É repensar como o conteúdo está estruturado, como responde a perguntas, como demonstra credibilidade de forma a que a IA consiga interpretar e citar.

É trabalho estratégico, demora tempo, e os resultados não são imeditados.

Mas a alternativa é esperar. E continuar a perder visibilidade num canal que cresce todos os dias.

Se fizer aquele teste que sugeri (perguntar à IA sobre o seu serviço), e não aparecer mencionado, tem duas opções:

Ignorar, continuar focado apenas em SEO tradicional e esperar que isto passe ou que se resolva sozinho.

Ou pode começar a preparar-se enquanto a competição ainda é baixa, enquanto há espaço.

Essa janela não vai durar para sempre.

Daqui a 1-2 anos, toda a gente vai estar a tentar optimizar para IA. Vai ser mais difícil, mais competitivo, mais caro.

Hoje ainda é território relativamente aberto.

A verdade é que o GEO vai tornar-se tão importante (ou mais) que o SEO.

Não este ano, talvez nem no próximo. Mas inevitavelmente.

O comportamento das pessoas está a mudar, a forma como procuram informação está a mudar. E os negócios que se adaptam primeiro têm vantagem sobre os que esperam.

Sempre foi assim.


💼 QUER SABER ONDE ESTÁ?


Se quer perceber se o seu negócio é visível em ferramentas IA ou se está invisível num canal que representa 800 milhões de pessoas semanalmente, resposta a este email.

Fazemos uma auditoria simples:

  • Testamos a visibilidade actual nas principais ferramentas IA (ChatGPT, Gemini, Perplexity, Claude, Grok)
  • Identificamos onde os concorrentes aparecem e o seu negócio não
  • Explicamos o que está a faltar

Se estiver tudo bem dizemos, se não estiver mostramos.

Até sexta,

Joana Rodrigues

Fundadora, MaisPlus

P.S. - Enquanto escrevo isto, o ChatGPT está a responder a milhares de perguntas sobre serviços em Portugal. Algumas dessas respostas mencionam negócios específicos. Outros negócios, igualmente bons, não são mencionados. A diferença? GEO (ou a falta dele).

R. Coronel Moreira Sales 3, Lourinhã, Lisboa 2530-135
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