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Marketing Things - Métricas Vaidade vs Métricas Reais

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MARKETING THINGS

Todas as semanas, o essencial para manter o seu negócio relevante online. Prático, directo, sem perder tempo.

Métricas de vaidade vs métricas reais

Olá,

Voltámos!

Estivemos as últimas semanas focados em entregas de projectos (e com nova logística devido ao mau tempo) e a newsletter acabou por ficar em pausa.

A partir da próxima semana, voltamos ao ritmo normal.

Mas hoje, quero contar-vos uma história.


Tiago (nome fictício) tem uma loja online de produtos para a casa.

Quando nos procurou no ano passado, a primeira coisa que disse foi:

"O negócio está bem. Temos 10.000 seguidores no Instagram, posts com 300-400 likes, alcance de 80.000 por mês. Mas queria crescer mais."

Perguntei: "Quantos clientes novos tem por mês?"

"Uns 15-20."

"E quantos desses vieram do Instagram?"

Silêncio...

"Não sei bem... mas o engagement está óptimo!"

Foi então que percebemos o problema.

O Tiago não estava a medir tudo. E ao mesmo tempo, não estava a medir nada do que realmente importava.


Passava horas a preparar posts para o Instagram. Analisava que tipo de conteúdo tinha mais likes. Testava horários diferentes para publicar. Respondia a comentários.

E sentia-se produtivo. Afinal, os números estavam ali: 10.000 seguidores, centenas de likes, milhares de impressões.

Mas quando olhava para a contabilidade no final do mês... algo não batia certo.

Todo aquele trabalho, todos aqueles números bonitos. E as vendas? Estagnadas nos mesmo 15-20 clientes por mês há quase um ano.


Fizemos uma experiência simples.

Pedimos para durante um mês inteiro parar de se preocupar com likes, seguidores e alcance. Em vez disso, ia responder apenas a uma pergunta no final de cada semana:

"Quantas clientes conseguiu esta semana? De onde vieram?"

Parece básico, mas o Tiago nunca tinha feito isto de forma consistente.

Primeira semana: 3 clientes. Dois vieram do Google. Um de recomendação. Zero do Instagram.

Segunda semana: 5 clientes. Três do Google. Um do email. Um de recomendação. Zero do Instagram.

Terceira semana: 4 clientes. Todos do Google. Zero do Instagram.

Quarta semana: 3 clientes. Um do Google. Dois de recomendação. Zero do Instagram.

No final do mês, a verdade ficou clara como água:

Instagram gerava likes, Google gerava vendas.


O problema não era o Instagram em si. O problema era onde o Tiago estava a investir o tempo.

12 horas por semana a criar conteúdo para Instagram que gerava zero vendas. Zero horas a optimizar o que realmente trazia clientes: Google.

Então fizemos algo contra-intuitivo.

Reduzimos os posts no Instagram para 2-3 por semana (conteúdo simples). Cortámos completamente a compra de seguidores que ele fazia (sim, grande parte dos 10.000 seguidores que tinha eram comprados). Pegámos nessas horas e investimos em melhorar o que já estava a funcionar: Google (mais concretamente, Google My Business). Fizemos também uma melhoria a nível de SEO no seu website.

Resultado?

Seis meses depois:

Seguidores Instagram: 8300 (desceu)

Likes médios: 180 (desceu)

Alcance: 48.000 (desceu)

E as vendas?

Clientes novos por mês: 45-50 (triplicou)

Receita mensal: 7600€ (era em média 2500€)

Menos seguidores, menos likes, menos alcance.

Triplo da receita.


O Tiago visitou-nos no mês passado.

"Sabes o que mudou mesmo? Antes, sentia-me bem quando via os números do Instagram subir. Agora sinto-me ainda melhor quando olho para o saldo na conta bancária."

Esta é a diferença entre métricas de vaidade e métricas reais.

Métricas de vaidade fazem-nos sentir produtivos.

Métricas reais fazem-nos ganhar dinheiro.


Então como é que se sabe o que medir?

Pergunta simples: "Este número paga contas?"

Seguidores pagam contas? Não.
Likes pagam contas? Não
Impressões pagam contas? Não.
Clientes pagam contas? Sim.

Por isso, a única métrica que realmente importa é:

"Quantos clientes novos este mês? De onde vieram?"

Tudo o resto é secundário.


Claro que há nuance. Nem todos os negócios são iguais.

Se tem um restaurante, a métrica principal pode ser "reservas por semana".
Se tem uma clínica, pode ser "consultas marcadas".
Se vende online, pode ser "encomendas".

Mas o princípio mantém-se: focar no número que se traduz directamente em dinheiro na conta.

E depois rastrear de onde vem.

Instagram? Google? Email? Recomendação? Anúncios?

Saber isto permite tomar decisões inteligentes:

"Instagram gera zero vendas há 3 meses? Talvez seja altura de repensar a estratégia."

"Email gera 40% dos clientes? Investir mais tempo aqui faz sentido."

Simples. Claro. Eficaz.


Há outra métrica que vale a pena acompanhar: quanto custa adquirir cada cliente.

Não precisa de fórmulas complicadas. Basta isto:

Investiu 800€ em marketing este mês.
Ganhou 20 clientes novos.
Cada cliente custou 40€.

Se cada cliente gasta em média 200€, óptimo negócio (gastou 40€, ganhou 200€).
Se cada cliente gastar 50€, mau negócio (gastou 40€, ganhou 50€).

Isto diz-lhe se o marketing está a funcionar ou não.

Não precisa de um dashboard complicado. Um ficheiro Excel com duas colunas serve perfeitamente:

  • Coluna A: Dinheiro investido em marketing
  • Coluna B: Clientes novos

Ao fim de 3 meses, os padrões aparecem sozinhos.


Voltando ao Tiago.

Hoje ele mede apenas 3 coisas:

  1. Clientes novos por semana (e de onde vieram)
  2. Quanto gastou em marketing
  3. Receita total

Demora 10 minutos por semana a actualizar.

E com apenas estas 3 coisas, consegue tomar decisões que fazem o negócio crescer.

Não precisa de saber a taxa de abertura de cada email.
Não precisa de analisar o alcance de cada post.
Não precisa de se preocupar se o engagement subiu 0,3%.

Foca-se no que paga as contas. Ignora o resto.


A verdade desconfortável?

A maioria das empresas portuguesas está a fazer o oposto.

Mede 50 coisas diferentes. Tem dashboards complexos. Relatórios mensais com 20 páginas.

E no meio de tanta informação... não conseguem responder à pergunta mais simples de todas:

"O marketing está a funcionar?"

Se não consegue responder a isto em 10 segundos, está a medir demasiado (ou a medir as coisas erradas).


Se tal como o Tiago precisar de ajuda a implementar tracking simples (o suficiente para saber o que funciona, sem complicar) e uma estratégia de marketing funcional para o seu negócio, responda a este email.

Não vendemos dashboards complexos. Configuramos o básico que funciona, adequado ao seu negócio e aos seus objectivos.

Até sexta,

Joana Rodrigues

Fundadora, MaisPlus + Marketing Digital

P.S. - O Tiago deixou de comprar seguidores. Deixou de stressar com likes. E triplicou as vendas. Às vezes, menos é literalmente mais.

R. Coronel Moreira Sales 3, Lourinhã, Lisboa 2530-135
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